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"Golfe para iniciantes: par, birdie, eagle e como funciona um torneio"

Golfe · Atualizado em 5 de julho de 2026

O golfe tem uma barreira de entrada curiosa: as regras do jogo em si são simples — coloque a bola no buraco com o menor número de tacadas —, mas o placar parece escrito em código: "−12", "birdie", "bogey duplo", "E". Este guia decifra a linguagem e mostra como um torneio profissional funciona de ponta a ponta.

O campo: 18 buracos, cada um com seu par

Um campo de golfe tem 18 buracos, e cada um recebe um par: o número de tacadas que um profissional deveria precisar para completá-lo.

  • Par 3: buracos curtos — do tee (a saída) dá para alcançar o green de primeira;
  • Par 4: o padrão — uma tacada longa + uma de aproximação + dois putts;
  • Par 5: os longos — e as melhores chances de pontuar abaixo do par.

A soma dos 18 buracos dá o par do campo, tipicamente 70 a 72.

Diagrama de um buraco par 4 no golfe, do tee ao green, com a trajetória das tacadas e uma tabela de pontuações de eagle a bogey
Um par 4 típico: drive, approach e os putts no green — e o nome de cada resultado possível.

O vocabulário do placar

Cada buraco compara suas tacadas com o par, e cada resultado tem nome:

  • Eagle (−2): dois abaixo do par — um par 5 em três tacadas, por exemplo;
  • Birdie (−1): um abaixo do par. O combustível de qualquer boa volta;
  • Par (0): o esperado;
  • Bogey (+1): um acima. Acontece com todo mundo;
  • Bogey duplo (+2) e além: onde as voltas desmoronam;
  • Albatroz (−3): raríssimo — um par 5 em duas tacadas;
  • Hole-in-one: a bola no buraco direto do tee. Nos pares 3, é o momento mágico do esporte.

O placar acumulado do torneio é a soma dessas diferenças: um golfista "a −8" está oito tacadas abaixo do par somando todas as voltas. No golfe, quanto menor o número, melhor — a tabela é o mundo invertido dos outros esportes. O "E" que você vê no leaderboard significa even (igual ao par).

Como funciona um torneio profissional

Os torneios do PGA Tour (e do DP World Tour europeu e do LPGA feminino) seguem, em geral, o mesmo formato:

  • 4 voltas (rounds) de 18 buracos, de quinta a domingo — 72 buracos no total;
  • O corte (cut): após as duas primeiras voltas, apenas os ~65 melhores avançam ao fim de semana. "Perder o corte" significa ir para casa sem prêmio — e é por isso que a sexta-feira tem drama próprio;
  • Vence quem somar menos tacadas nas quatro voltas. Empate no topo? Playoff de desempate, geralmente em morte súbita buraco a buraco;
  • Não há adversário direto: o golfista joga contra o campo. Os grupos (duplas/trios) existem só por logística.

Os quatro torneios majors — Masters (o do paletó verde, em Augusta), PGA Championship, U.S. Open e The Open britânico — são o equivalente aos Grand Slams do tênis: definem carreiras.

O que torna o jogo difícil (e interessante de assistir)

  • Cada tacada tem taco certo: o driver para distância no tee, os irons para aproximação, o wedge para os arremessos curtos e o putter no green. Os profissionais carregam 14 tacos, o máximo permitido;
  • O campo se defende: bunkers de areia, água, rough alto (a grama comprida que devora bolas) e greens rápidos transformam cada buraco num problema de gestão de risco;
  • O vento e a pressão: no domingo, com o título em jogo, buracos que renderam birdies a semana toda viram armadilhas. O colapso na volta final é um gênero próprio da história do esporte — e as viradas, também.

Lendo um leaderboard

`P. Sobrenome −12 (F)` — o golfista está 12 abaixo do par no acumulado e terminou a volta do dia (F de finished). `−12 (14)` significa que está no 14º buraco da volta. Nos majors, siga também a coluna "hoje" (today): ela mostra quem está atacando na volta decisiva.

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